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Como se relacionar com deficientes visuais

Segue listado abaixo algumas dicas de como ser o comportamento e convívio entre deficientes em geral e não deficientes.

1. Não se dirija a um cego chamando-o de “ceguinho” ou mesmo de “cego”. Chame-o pelo nome. Você talvez não perceba a indelicadeza de designar uma pessoa pela sua deficiência.
2. Numa conversa com o deficiente visual, não evite a palavra cego, pois assim agindo, você estará ajudando a reforçar preconceitos.
3. Cegueira não é desgraça. Ela impõe limitações, más o deficiente visual têm condições de ter uma vida absolutamente normal.
4. Cego não precisa de pena, más de compreensão e oportunidade.
5. Não recuse a colaboração de um cego. Como qualquer pessoa, ele pode ser útil.
6. Não trate um cego como um ser diferente. Ele também está interessado em tudo que te interessa.
7. Não generalize aspectos positivos e/ou negativos de um cego. A natureza dotou todos os seres de diferenças individuais.
8. Não limite o cego mais que a própria cegueira, impedindo-o de fazer o que sabe. Ele pode e deve fazer sozinho.
9. Não fale de sexto sentido, nem de compensação da natureza, perpetuando conceitos errôneos. O cego simplesmente desenvolve recursos mentais existentes em todas as criaturas.
10. Não de dirija a um cego através de seu acompanhante, supondo assim que ele não terá condições de compreendê-lo.  Ao invés disto, fale diretamente a ele.
11. Ao invés de segurar um cego pelo braço, deixe que ele segure o seu, pois pelo movimento do seu corpo, ele perceberá melhor o cominho a ser percorrido.
12. Não carregue, ou puxe um cego numa condução, ou numa escada, nem o empurre pelo braço.
13. Não puxe a cadeira para um cego, apenas ponha a mão dele sobre o encosto da mesma.
14. Não diga apenas “direita” ou “esquerda”, ou ainda “aqui” ou “ali”, ao orientar um cego. Essas informações são falhas e imprecisas.
15. Portas entreabertas no caminho de um cego é um sério risco para a sua integridade física.
16. Ao entrar em um recinto onde se encontra um cego, fale a ele, isto o ajudará a identificá-lo.
17. Se estiver conversando com um cego, avise ao se afastar, principalmente se o local for barulhento, pois ele poderá continuar falando sozinho.
18. Ao encontrar um cego, não perca tempo com perguntas como: “sabe quem sou eu?”, nem se anuncie a todo instante, quando ele já conhecer a sua vós.
19. Não deixe de falar sobre coisas inadequadas quanto à aparência de um cego. Faça-o apenas quando for extremamente necessário.  Alertá-lo sobre uma sujeira em seu rosto, por exemplo, pode e deve ser feito.
20. Ao apresentar um cego a outra pessoa, faça-o numa posição correta, impedindo que o mesmo estenda a mão na direção errada.
21. Não oriente, a todo tempo, a colher ou o garfo de um cego durante a sua refeição. Faça-o apenas quando for extremamente necessário.
22. Procure auxiliar uma pessoa cega que pretenda atravessar a rua ou tomar uma condução. Ainda que a ajuda seja recusada ou mal recebida. A maioria lhe agradecerá com um gesto.
23. Quando passear com um cego que já esteja acompanhado, não o pegue pelo outro braço, nem lhe dê avisos a todo instante. Deixe-o ser orientado só por quem o estiver guiando.
24. Procure atravessar a rua com um cego em linha reta. Caso contrário, ele pode perder a orientação.
25. Apresente o seu visitante cego a todas as pessoas do grupo, dessa forma você facilitará sua integração.
Pela sensibilização do que foi dito acima, você já estará contribuindo decisivamente para a superação de preconceitos seculares que envolvem o cego e a cegueira. Não pense no que você não pode fazer pelo cego, e sim, que a sua participação será sempre importante para a emancipação do cego brasileiro.


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